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Domingo, 14 de Junho de 2009

DOENÇAS E PRAGAS

 

   Não é de se estranhar que as plantas ornamentais sejam sensíveis. Isso reside no fato de, na maioria dos casos, se tratarem de plantas oriundas de regiões com climas completamente diferentes; além do mais, são obrigadas a viver em espaços adequados e confortáveis para os seres humanos e não para elas. Para além, disso o espaço para as suas raízes é bastante limitado.

 

 

( O combate mecânico é o primeiro passo no combate às pragas. É possível desprender ou enxugar as pragas)

 

   Apesar de gerações de cultivadores se terem esforçado no sentido desacostumar as plantas da  sua sensibilidade de adaptação e da sua predisposição para doenças, elas permanecem seres sensíveis que, devido ao desleixo, aos cuidados errados, a influências ambientais prejudiciais reagem frequentemente de forma sensível, acabando por definhar, adoecer e, por fim, morrer.

   A maioria dos problemas das plantas ornamentais está relacionada com locais ou tratamento errados,bem como com micoses e ataques de pragas animais. De fato, os vegetais saudáveis e resistentes raramente ficam doentes; as pacientes são quase sempre plantas ornamentais fracas ou já doentes no momento da aquisição. As doenças e as pragas das plantas ornamentais refletem, portanto, reações a condições adversas.

 

# um local errado com luz excessiva ou escassa para a planta;

# temperaturas demasiado elevadas ou demasiado baixas;

# rega demasiado escassa ou demasiado frequente, eventualmente com água demasiado fria;

# falta de humidade do ar para vegetais especiais, principalmente no inverno, em divisões com aquecimento central;

# correntes de ar ou pouco ar fresco;

# um substrato errado ou inacessível;

# mudança de vaso descuidada;

# redução da temperatura de forma descuidada no período de repouso.

 

  

 

( Nesta ilustração, é evidente que o vaso se tornou demasiado pequeno. As plantas que vivem sob condições tão desfavoráveis facilmente são atacadas por doenças e pragas)

 

    Antes de recorrer aos químicos para combater micoses ou insetos nocivos, devem tentar-se todas as outras possibilidades: mudar as plantas de local e colocá-las numa área com luminosidade e temperatura mais adequadas, alterar os hábitos de rega, mudar eventualmente o substrato, combater as pragas de forma mecânica; em alguns casos, também se colocam em questão métodos biológicos para as plantas ornamentais.

 

 

( Um meio comprovado na luta contra as pragas são as placas amarelas cobertas de um camada de visco)

 

   Quando nem o combate mecânico nem os métodos alternativos ajudam ( produtos caseiros comprovados de toda a espécie e novas receitas postas à prova) , tenta-se os produtos químicos. Em determinadas situações, nem mesmo ao jardineiro de plantas de interior consciente do ambiente resta outra opção; mas quando se lida com pesticidas, deve-se fazê-lo na varanda, no jardim ou pelo menos com uma janela aberta. Mas mesmo quando os preparos químicos resultam por momentos, há que ter consciência de que apenas se combateram as consequências. portanto, o melhor é remediar as causas da doença ou do aparecimento dos danos.

 

 

( através de cuidados atentos, dos quais também fazem parte a limpeza ocasional das folhas, evitam-se muitas doenças)

 

   As bactérias só conseguem entrar nas plantas através de feridas ou aberturas naturais e, tal como os vírus, também os insetos (especialmente os pulgões) ou o próprio jardineiro de plantas de interior podem ser os portadores. Um ataque é favorecidopela elevada humidade do ar e pelo calor. Os sintomas são, entre outros, vegetações cancerosas nas raízes ou nos troncos (por exemplo, o oleandro), emurchecimento e apodrecimento do caule (por exemplo, os pelargônios), manchas pegajosas, no caso das begônias. As doenças bacterianas não se deve combater nem remediar com produtos de proteção de plantas. Devido ao perigo de contágio, os exemplares atacados devem ser imediatamente isolados e deitados ao lixo.

   As viroses também são causadas por pequenos micróbios microscópicos; os vírus penetram nas plantas através de feridas. tal como as bactérias, são transportados para as plantas ornamentais.

   Os vegetais atacados (crisântemos, dálias, lírios, entre outros) apresentam folhas com pontuações amareladas e acabam por murchar. Os rebentos podem adquirir uma coloração avermelhada, sendo que o porte definhado aponta também para uma infecção por vírus. As viroses das plantas também não se conseguem curar, os vegetais atacados devem ir para o lixo.

 

 

( Há que se ter o cuidado de isolar as plantas atacadas)

 

   Ao contrário dos vírus e das bactérias, os fungos que vivem como parasitas também podem atacar as plantas sem haver necessariamente um portadorO clima quente e húmido é propício ao desenvolvimento de micoses, com algumas exceções; as plantas ornamentais correm perigo quando estão muito juntas umas das outras e quando há uma má circulação de ar. O crescimento fraco e a nutrição em excesso (principalmente uma nutrição rica em azoto) também favorecem o ataque de fungos. As micoses podem atacar todas as partes das plantas: existem doenças nas raízes, apodrecimento do caule, doença das folhas e doenças linfáticas,  bem como lesões de fungos no tronco e nos ramos. Todas estas doenças requerem um combate especial. Quando é fortemente atacada, a planta deve ser destruída, mas quando o ataque ainda está no início, é possível retirar as partes doentes da planta e tratar as restantes partes de forma preventiva. Em todo o caso, a planta deve ser isolada.

 

Doenças mais frequentes:

 

  • Oídio- o oídio reconhece-se pela camada branca localizada na página superior das folhas, entre outros locais, nos botões, rebentos e, eventualmente nas flores.
  • Míldio - típico do ataque de míldio é o bolor branco acinzentado nas folhas e manchas castanhas nas páginas inferiores das folhas.
  • Ferrugem parasitária- reconhece-se pelas pústulas amarelas ou cor-de-ferrugem, ocasionalmente alaranjadas, pelo armazenamento de esporos no verão nas páginas inferiores das folhas.Quando aumenta, as folhas atrofiam, murcham e a planta morre aos poucos.
  • Bolor cinzento- este fungo prejudicial frequente ataca também plantas em vasos. O aspecto danificado exterior traduz-se num bolor castanho-acinzentado e espesso, sendo que posteriormente aparecem manchas molhadas e apodrecidas nas folhas.

 

 

( Inúmeras pragas, como por exemplo o bicho-de-conta, atacam as raízes de uma planta. Normalmente, retirar a planta do vaso e deixar o substrato secar pode ser uma ajuda)

 

   Uma questão que o principiante de jardineiro de plantas de interior frequentemente se coloca a si próprio é como as pragas aparecem do dia para a noite nas plantas tão bem cuidadas. Mesmo o apreciador de palnats mais  experiente, que trabalha com mistura desinfectada e utensílios meticulosamente limpos, é por vezes surpreendido com aparições atacantes de bandos inteiros de pulgões, cochonilhas-verdes e cochonilhas-algodão ou aranhiços vermelhos, perguntando-se de onde vêm tão repentinos tormentos.

   A expressão "cair do céu" ou a resposta "do ar" parecem não ter qualquer significado, mas as expressões corretas. As pragas animais podem, de fato, vir do ar, tal como as bactérias, os vírus e os esporos de fungos; e, em determinadas circunstâncias, os nemátodos dos vasos são trazidos com a mistura, pois os seus ovos resistem normalmente às temperaturas elevadas, ou seja, à desinfecção.

 

 

(Os pulgões verdes constituem os tormentos mais frequentes e os piores inimigos do jardineiro de plantas de interior)

 

 

( os aranhiços vermelhos atacam as plantas geralmente em grande número)

   A seguir, apresentam-se individualmente os invasores desagradáveis do paraíso das plantas ornamentais:

 

  • Formigas - aparecem, sobretudo, quando há um ataque de pulgões, pois copiam a " corda de mel " deixada por estes, desaparecendo, normalmente, quando se eliminam os pulgões.
  • Bichos-de-conta - os caranguejos pequenos, oblíquos e cinzento-amarelados alimentam-se à noite das partes carnudas da planta.
  • Pulgões - estes insetos, contam-se entrea as pragas mais frequentes. Alimentam-se furando a corrente de seiva das folhas, dos botões, dos rebentos, das flores e até das raízes, extraindo as substâncias  nutritivas das plantas. Quase todas as plantas podem ser atacadas por pulgões.
  • Nemátodos - os vermes de 1 mm de comprimento podem aparecer na mistura, no torrão da planta, na água, nos utensílios ou em invólucros de vasos e de plantas de barrica.
  • Cochinilhas - reconhecem-se pela sua carapaça castanha e alojam-se por baixo das folhas.
  • Cochinilhas-verdes e cochinilhas-algodão - estes insetos, sugadores de 3mm derivam seus nomes das secreções esbranquiçadas em forma de flocos de algodão que dão origem a filamentos pegajosos.É com este processo que se protegem e põem os ovos. As cochinilhas-algodão sugam a seiva das plantas, pelo que esta começa a adoecer.
  •  Aranhiços vermelhos - estes animmais, minúculos duram o tecido da planta, sugando a seiva. A teia cinzenta-esbranquiçada é muito típica e começa a cobrir toda a planta. As folhas atacadas ficam amareladas e secam.
  • Trípes - estes insetos pretos e brancos medem cerca de 2mm. São descobertos pelo rastro que deixam de partes de folhas prateadas e brilhantes.
  • Moscas brancas- quando se agitam as folhas das plantas, elas fogem.
  • Cochonilhas da raíz - estes sugadores de raízes são temidos pelo jardineiro de plantas de interior, pois os seus danos são executados no oculto. As lesões que, no pior dos casos, causam a morte da planta, são normalmente descobertos demasiado mais tarde.

 

 

(Também as mais variadas espécies de pulgões atacam uma planta em conjunto)

 

 

 

  


publicado por Mel às 01:22

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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

HIDROCULTURA

   Muitos apreciadores de plantas gostariam bastante de ter plantas ornamentais em flor à janela, anseiam, especialmente no inverno, por tonalidades frescas de verde no seu lar, poré, têm pouco tempo para cuidar das flores, receiam também o sustento permanente das plantas ou viajam muito. Para estas pessoas, recomenda-se a hidrocultura,  a jardinagem de interiores com esforços de cuidados mínimo.

 

 

( Apesar de ser uma visão um algo rara, a hidrocultura adapta-se até às plantas de barrica ao ar livre)

 

 

( Em princípio, é possível cultivar todas as plantas também em hidrocultura. Uma vez que este método exige esforços de cuidados mínimos, é bastante apreciada também a nível individual)

 

   Esta forma de cultura, na qual as plantas decorativas e as plantas de cultivo se encontram em recipientes com soluções nutritivas, é um sistema de cultivo de plantas moderno e confortável para o jardineiro de plantas ornamentais. A rega e a adubação frequentes tornam-se desnecessárias, pelo que é um tipo de manutenção de plantas muito apreciado.

   Os conhecimentos essenciais para a hidrocultura sobre nutrição de plantas não são novos; a utilização de soluções nutritivas é há muito praticada na investigação. Na hidrocultura, em vez de criarem raízes na mistura, enquanto portadoras de substâncias nutritivas, as plantas criam raízes num substrato solto dentro de um  recipiente cheio de material granuloso de argila ( grãos de argila expandida); este material confere-lhes firmeza e permite que a solução nutritiva especial e o ar atinjam seus órgãos de sustento.

   Os grãos de argila expandida são uma substância espumante e porosa. O substrato feito de grãos de argila expandida, especialmente preparado para a hidrocultura, é retirado de argila pobre em sais minerais, e quimicamente neutro; não se decompõe nem apodrece, é leve e é capaz de armazenar uma determinada quantidade de humidade, que volta lentamente a produzir para o aumento de humidade. Com o indicador de nível de água é possível controlar o nível da água, ou seja, da solução nutritiva. A planta apenas se pode desenvolver se o nível da água não estiver demasiado elevado durante demasiado tempo; por outro lado, a seca contínua, ou seja, um nível de água demasiado baixo, também é prejudicial. A melhor solução será manter o nível de água no "mínimo" ou, quanto muito, no "óptimo". Apenas durante períodos de ausência longos se deve manter no "máximo". Como segurança, deve-se lavar ocasionalmente o indicador de nível de água de raízes em crescimento, de restos de adubo e da sujidade.

   A localização das plantas num espaço, bem como a intensidade de luz e a temperatura desempenham um papel um papel fundamental na hidrocultura. A idéia de que as plantas cultivadas no sistema de hidrocultura precisam de menos luz do que as plantas cultivadas em vaso É FALSA.

   No que diz respeito aos métodos de propagação, seja por estacas ou sementes, não existem diferenças no cultivo de plantas jovens entre a hidrocultura e o cultivo em mistura. A mudança de uma plantas em mistura para hidrocultura é possível, mas é algo difícil.

 

 

 

( Para a hidrocultura é necessário: recipientes para as plantas, substrato de grãos de argila expandida, um indicador do nível de água, pois de outro modo não seria possível controlar a humidade)


publicado por Mel às 17:32

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Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

PLANTAS DE BARRICA NO INVERNO

 

   Na primavera e no verão, os apreciadores de plantas gostam de adornar as varandas, os terraços e os jardins com as mais variadas plantas de barrica. Porém, muitas vezes descura-se o fato de muitas destas plantas, ao contrário das flores anuais, terem de ser protegidas da geada do inverno, um procedimento que nem sempre é fácil.

 

 

( Se não houver uma arrumação de inverno disponível, pode envolver-se a planta em plásticos ou em sacos para proteger da geada)

 

   Muitas plantas de barrica precisam de um período de repouso no inverno, sendo que as temperaturas médias dentro de casa são demasiado altas. A maioria das plantas vivazes arbustiformes não são muito atrativas quando começam a perder suas folhas nem quando suas hastes começam a murchar, pelo que não são peças decorativas bonitas numa casa. Uma exceção agradável são as plantas tuberosas, como por exemplo as begônias. Dependendo do tipo, elas são capazes de florir até finais do outono, sendo depois levadas para dentro de casa e tratadas como plantas de interior. Quando a estação chega finalmente ao fim para elas, as partes subterrâneas da planta devem ser secas e armazenadas em turfa seca durante os meses de inverno.

   Também os pelargônios, o nome botânico correto para as sardinheiras, podem ter um tratamento especial durante o inverno, podem ser armazenados ou pendurados. Antes das primeiras geadas, desenterre as plantas, sacuda a mistura e pode até 20cm.

   Corte até um olho, de forma a evitar os tocos das hastes mortas, que se podem transformar em focos de infecção. As plantas podadas são armazenadas em turfa húmida, dentro de caixas de madeira; deve ter o cuidado de separar as plantas, colocando turfa entre elas. Estas caixas são armazenadas longe da geada, mas num local fresco. Também é possível pendurar as plantas no seu ambiente de cabeça para baixo.

   Existe um outro método que consiste em libertar as raízes da mistura e embrulhar as plantas secas em papel de jornal. Cada embrulho pode ser colocado em uma caixa de madeira e armazenado num local fresco, escuro e longe da geada. No início da primavera, as plantas são desembrulhadas. As partes mortas, bem como os rebentos compridos e sem cor são cortados antes do envasamento.

 

 

 

(A proteção suficiente de ineverno das plantas de tronco alto consiste em embrulhar a copa em sacos)

 

   Se não houver espaço de arrumação disponível, com a sua ajuda, muitos arbustos e plantas trepadeiras conseguem sobreviver ao inverno no exterior. As plantas de valor que não quer perder de forma alguma podem ser tapadas com revestimentos especiais de tecido e líber, mas também pode usar plásticos, ramos de abeto e um amontoado de folhagem. Proteja a copa do arbusto, mesmo correndo o risco de danificar os ramos superiores. certifique-se de que a planta consegue respirar, para que não alastrem micoses provocadas por estes mecanismos de proteção. Uma outra possibilidade consiste em cobrir as plantas com sacos (não de plástico). Os vasos de flores podem ser cobertos na sua totalidade.

 

 

(As plantas muito grandes podem ser transportadas com a ajuda de um transporte adequado _ as carretas de saco são muito práticas nestes casos _ para a sua arrumação de inverno )


publicado por Mel às 20:14

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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

DAR FORMA ÀS PLANTAS

 

   Com o tempo, algumas plantas mais velhas tornam-se desajeitadas, desfolhadas na parte inferior, demasiado pernaltas e adquirem um aspecto lamastimável; muitas delas podem ser podadas sem qualquer dificuldade. Para dar uma nova forma às plantas, é preciso efetuar o corte dos lançamentos atempadamente. E para que elas possam trepar de uma forma mais graciosa, necessitam do suporte certo.

 

 

( as grades fixas a uma base móvel podem assumir perfeitamente a função de divisórias, criando espaços limitados em áreas de maiores dimensões)

 

   Algumas das mais belas plantas de cor são induzidas a uma formação floral mais rica através de um corte de rejuvenescimento. Uma buganvília suporta este procedimento tão bem como uma rosa-da-china ou a nobre flor-da-quaresma, uma azaléia ou abutilão. Todas elas agradecem a poda em flor durante o período de vegetação iminente. A condição para o sucesso dos procedimentos de poda é um utensílio bom e, sobretudo, limpo. Para podar rebentos fracos é necessária uma faca afiada, para os ramos lenhosos, uma tesoura de poda. O importante é que se corte precisamente acima de um nó e que o local da poda fique uniforme; os cortes esmagados danificam os rebentos. As plantas carnudas podem derramar líquido, sangram; nesses casos deve-se borrifar com água. No caso da poda de um tronco espesso, em que o local do corte adquire grandes dimensões, deve ser friccionado com um pouco de carvão vegetal em pó.

 

 

( Os suportes para plantas trepadeiras proporcionam uma proteção graciosa, mesmo quando utilizados para plantas cuja parte superior é muito volumosa, como por exemplo a sempre-noiva)

 

   A robustez da poda depende não só da espécie, mas também da qualidade específica de um vegetal. Uma árvore-da-borracha cujo tronco de 1m de altura apenas apresenta algumas folhas na área superior, deve ser podada 12 a 15cm acima do rebordo do vaso. Em breve bortarão novas folhas do tronco. Depois da poda, as plantas não  devem ser regadas em abundância, pois o corpo de folhas que exige a maior parte da rega está bastante reduzido.

   A desponta é uma técnica menos radical do que a poda. Este processo consiste em comprimir as jovens pontas dos rebentos com as unhas dos dedos, de forma a induzir a ramificação da planta para obter um porte denso. Em muitas plantas de flor é possível reforçar, deste modo, a sua predisposição para florir.

   As plantas trepadeiras em crescimento que estão em barricas precisam de um suporte para poderem crescer numa parede ou numa cerca. As plantas que trepam por elas próprias, apenas precisam de um suporte no início. Posteriormente, desenvolvem vários métodos de se fixarem nas paredes. As plantas que não desenvolvem esta capacidade, têm de ser fixadas no lugar desejado. Mesmo os novos rebentos devem ser sempre fixados.

   Existem os mais diversos suportes: as estacas de bambú são adequadas para as plantas de curta duração. deste modo, podem ser ligadas numa espécie de rede sem qualquer problema. Com a ajuda de cordéis, é também possível formar uma grade a partir destas estacas. As colchetas e os clipes podem ajudar a fixar um arame ao longo de uma parede. Deste modo, surge uma circulação livre de ar, reduzindo-se o ataque de pragas.

 

 

 

( A poda feita no lugar certo induz quase todas as plantas a um porte vigoroso. É possível atingir uma forma fundamentamente nova através do corte realmente radical dos lançamentos)

 

  


publicado por Mel às 20:05

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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

UM TEMA DELICADO: A REGA E A ADUBAÇÃO

 

   A quantidade e a frequência da rega divergem de planta para planta.É importante que o substrato, ou seja, a mistura da planta esteja húmida, mas não molhado. A pensar no bem delas, podemos ser levados a regar em demasia. Também na adubação, geralmente a quantidade não é necessáriamente benéfica. A condição mais importante para o desenvolvimento de uma planta é uma rega regular sintonizada de acordo com os seus requisitos.

   Sé se deve regar quando se nota que a superfície da mistura está seca, sendo que é melhor fazê-lo em pouca quantidade e com frequência do que em muita quantidade e poucas vezes. Só assim se pode aperceber se o torrão está totalmente húmido. Surpreendentemente , mais plantas se arruínam com excesso de rega do que o contrário. Por isso, é menos arriscado esperar um dia inteiro sem regar do que afogar a planta. Se o torrão ficar seco, por exemplo, devido a uma ausência mais prolongada, a melhor solução é mergulhar toda a planta num balde com água até deixarem de surgir bolhas de ar.

 

 

 

   Para algumas plantas, um banho de imersão ocasional pode ser muito agradável, mesmo que não haja sinais de seca. A água utilizada para regar as plantas não deve estar, de modo algum, demasiado fria. Principalmente no inverno, pois as plantas são especialmente sensíveis a um choque frio. Por isso, antes de regar, deve-se encher o regador e esperar algumas horas, até a água se encontrar à temperatura ambiente.

 

   Qual a altura certa para a adubação? o período de crescimento ativo e de floração é o período em que as plantas têm maior necessidade de substâncias nutritivas; normalmente, esta fase tem início na primavera e termina no outono. As excepções são as plantas que, naturalmente, desabrocham o seu esplendor floral durante o inverno, como por exemplo, o cacto-de-natal, a violeta-dos-alpes e as azaléias.

   No caso de, logo na primavera, altura em que surgem os primeiros indícios de crescimento na maioria das plantas, se ter efetuado o reenvasamento, pode-se adiar a primeira adubação ainda algumas semanas, pois a mistura fresca contem ainda todas as substâncias necessárias na concentração certa. Mais tarde deve-se efetuar a dosagem da adubação de acordo com as indicações do produtor; o que significa que, num espaço de 2 a 3 semanas, as plantas devem ser tratadas com o necessário. A dosagem de adubação em excesso ou uma adubação mais frequente não é certamente muito benéfico. Além disso, em locais especialmente escuros, as plantas precisam de pouca ou nenhuma adubação.

 

 

(Para além do adubo líquido, existem também substâncias em pó que se podem espalhar no substrato)

 

   A maior parte das plantas é mais prejudicada com adubação em demasia do que com uma falta temporária de substâncias nutritivas. Assim, com esta dádiva de amor, não há nada a fazer pelos vegetais "fracos" que queremos ajudar com doses adicionais de adubo. Caso deseje adubar estas crianças problemáticas, faça-o em doses reduzidas e aumente a dose apenas quando estiver a ficar mais forte. Se o adubo não for assimilado pela planta, a mistura fica salgada, o que pode causar danos nas raízes.

 

 

(As palhetas de adubo são práticas, pois os seus agentes agem de forma uniforme durante um período de tempo mais prolongado)

 


publicado por Mel às 20:27

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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

O SOLO APROPRIADO

   A qualidade da mistura tem uma importância decisiva para o desenvolvimento das plantas ornamentais. Assim, alguns insucessos no cultivo em vasos ficam a dever-se a condições insuficientes do solo. Quando a qualidade do solo é má, as reações negativas sucedem-se. Muitas vezes, apenas através do reenvasamento se consegue salvar uma planta.

 

 

( A planta é firmemente esmagada no novo substrato. O vaso não deve ser enchido até ao rebordo. Deve-se guardar uma margem de uma média de 2 cm)

 

   Cada substrato deve apresentar determinadas qualidades sem as quais as raízes das plantas não são capazes de desempenhar a sua tarefa de assimilar água e substâncias nutritivas. Uma boa mistura para as plantas deve ser rica em substâncias nutritivas, arejada e quente, bem como bastante porosa e permeável, para que as raízes possam receber oxigênio, por outro lado, o substrato deve também armazenar a água para que esta e as substâncias nutritivas não atinjam as raízes demasiado rápido.

   As misturas à base de terra e as misturas à base de trufa são misturas que contêm terra e adubo, que se pode retirar do próprio jardim, especialmente desenvolvido para misturas para plantas. Não apresentam inconvenientes a nível de higiêne e possuem uma qualidade constante. A mistura à base de terra é composta por 60 a 80% de turfa branca e 20 a 40% de barro do subsolo e de argila, bem como de cal e suplementos de substâncias nutritivas.

   Devido aos perigos da formação de lodo causada pela dissolução da turfa, cada vez mais se adicionam produtos de casca. Existem dois tipos de misturas à base de terra: a versão mais adubada, adequada a maioria das plantas ornamentais e a mistura com menor adição de adubo, para o cultivo de plantas jovens (mistura de cultivo) e para plantas sensíveis aos sais, como por exemplo, as bromeliáceas ou as palmeiras. Com características igualmente boas, existe o substrato de turfa para cultivo; de facto, este substrato armazena muita água. A combinação de mistura para plantas com este último tipo de substrato dá também bons resultados. Existe também uma variedade de substrato com menor quantidade de adição de adubo (substrato1 ) e outra variedade com maior quantidade de adição de adubo (substrato 2 ). Poderá aconselhar-se durante a compra.

 

 

(Barro ou plástico: hoje em dia, a seleção de recipientes para as plantas é impressionante em todas as dimensões, cada planta encontra facilmente o vaso apropriado.)

 

   A qualidade de mistura dentro do vaso altera-se com o passar do tempo. As substâncias nutritivas são absorvidas, a rega e adubações frequentes levam à "irritação" do solo. É chegada a altura de renovar a mistura, preferencialmente na primavera. A única altura em que as plantas não devem ser reenvasadas é no período de repouso vegetativo invernal,em que , aparentemente, o crescimento é interrompido. Neste estado, não deve haver qualquer perturbação. Naturalmente, também não se reenvasam plantas quando estas se encontram em plena inflorescência.

   Deve-se colocar mistura fresca uma vez por ano, no caso das plantas ornamentais médias, e em cada dois ou três anos, no caso de plantas grandes. Uma planta precisa ser reenvasada, quando a superfície superior do substrato está cheia de musgo e possui crostras ou então quando as raízes começam a estender-se para fora dos orifícios. Nessa altura, deve-se colocar num recipiente mais espaçoso para o seu emaranhado de raízes.

 

 

( Nesta clívia, é visível o extremo emaranhado de raízes. Nesta fase, o reenvasamento imediato para um vaso claramente maior torna-se absolutamente necessário).


publicado por Mel às 13:08

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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

RECIPIENTES PARA PLANTAS NO VERÃO E NO INVERNO

   Quem deseja desfrutar da beleza das suas plantas, deve criar as condições certas para elas. A importância da luz e da escolha do local já foi abordada. Também se deve ter em consideração a temperatura e a humidade, bem como os recipientes para colocar as plantas.

   Para a maioria das plantas ornamentais, os meses de verão não constituem qualquer problema. O calor e a humidade do ar são apropriadas para a maior parte delas. Importa, sim, que o espaço tenha humidade do ar suficiente nas estações do ano frias. Afinal, muitas plantas ornamentais são oriundas de florestas tropicais, de modo que estão habituadas ao calor suficiente, mas também ao ar húmido. Por isso, mesmo num ambiente aquecido, elas devem ser constanteente borrifadas.

   O abastecimento de ar deve também ser tido em consideração. No verão, abre-se a maior parte das janelas, mas as plantas precisam de ar fresco também no inverno. Arejar as plantas é um fator importante, quer haja chuva ou frio. Naturalmente, nunca se deve expor as plantas a correntes de ar nem a neblinas geladas repentinas.

   São muitas as plantas que passam, sem problemas, o verão numa varanda abrigada do vento ou num terraço. Evidentemente, os oleandros, as piteiras, as iúcas e os pelargônios devem sair do seu local de inverno e mudar para o ar livre, o mais tardar em meados de maio. Mas também as palmeiras, os fetos, os cactos e até mesmo as esparmanias se alegram com a frescura do verão. O importante é que as plantas estejam abrigadas das correntes de ar e do vento.

 

 

   Os vasos, os envoltórios, as barricas e as caixas que substituem os leitos naturais das plantas, não devem apenas ser decorativos e fazer realçar os vegetais. Constituem também um importante factor de cuidados. De facto, devem proporcionar não só estabilidade e firmeza, as plantas têm que sobreviver, crescer, dar flor e, em parte, dar fruto em condições que não são propriamente as ideais.

   Para o cultivo de plantas,existem à disposição os tradicionais vasos de barro, os recipientes de plástico resistente e os novos vasos envoltórios feitos de um material amigo do ambiente.

 

 

(muitas plantas gostam de ser borrifadas regularmente com água, especialmente durante os períodos quentes)

 

   Devido ao seu peso, os vasos de barro são estáveis, feitos de um material algo poroso e, até certo ponto, permeáveis à água, a substâncias nutritivas e ao oxigênio. Além de estarem mais sujeitos a quebrarem-se, depois de algum tempo os vasos de barro têm um defeito, ou seja, a "foramação de crostas"_ a cal e os sais minerais penetram no barro poroso, provocando manchas inestéticas na superfície exterior.

   Os vasos de plástico são mais resistentes, pois  não correm o risco de se quebrarem, bem como são mais baratos: regra geral, o substrato utilizado é mais quente e penetra de forma mais uniforme nas raízes. Uma vez que os vasos de plástiico não têm qualquer valor ornamental nem possuem estabilidade para as plantas com muita folhagem, colocam-se normalmente dentro de vasos ornammentais.

 

 

(Quando passam o verão ao ar livre, os fetos podem estar sozinhos: criam uma atmosfera de natureza morta romântica)


publicado por Mel às 21:48

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Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

VASOS, CAIXAS E BARRICAS

   Mesmo aqueles que afirmam não ter jeitos para plantas, podem tentar uma investida despreocupada na jardinagem de varandas. Os principiantes deverão adquirir plantas anuais comprovadas. Deste modo, os eventuais erros nos cuidados não irão causar danos muito graves. A vantagem é que, no ano seguinte, tudo pode ter um aspecto diferente.

 

 

( Apenas em casos excepcionais as esplendorosas plantas de barrica deveriam estar inseridas em grupos de plantas. Com espaço suficiente, o oleandro torna-seum verdadeiro chamariz.)

 

   O cultivo de plantas nas varandas e nos terraços é perfeitamente adequado para dar uma idéia das necessidades das plantas. No primeiro ano, escolhem-se simplesmente as espécies mais robustas; com as maravilhas, sardinheiras ou as petúnias é quase impossível fazer algo de errado. Estas plantas são  especialmente adaptadas para quem tem crianças em casa. É possível confiar os cuidados às crianças sem qualquer problema, dando azo até a um concurso de plantas com as flores mais bonitas.

   Também é interessante observar as maiores e as mais pequenas, a forma como decorre a vida das plantas em apenas alguns meses: desde que se semeiam ou plantam, na primavera, passando por um corpo de flores exuberantes no verão, até murcharem e morrerem no outono. Como mostra a experiência, os principiantes subestimam as dimensões das flores individuais, plantando-as demasiado próximas uma das outras. Regra gera, há que considerar o seguinte: as plantas pequenas, como as maravilhas ou verbenas, devem estar a uma distância de cerca de 15 cm, os pelargônios ou as petúnias precisam de, pelo menos, 20 a 30 cm de distância.

 

 

(Dispostos de forma talvez demasiado estreita e desordenada, os pelargónios, os brincos-de-princesa, as alegrias-da-casa e as verónicas espalham um alegre ambiente estival.)

 

   Um outro erro de principiantes igualmente típico é efetuar uma poda de forma bastante hesitante. muitas plantas cujo primeiro período de floração termina no Verão, podem ser ainda induzidas a uma segunda inflorescência, isto quando se podam os rebentos principais quase até a metade. De facto, este procedimento não se aplica a todas as plantas que dão flor continuamente até outubro_ nesses casos, deve-se simplesmente afastar as que estão murchas e mortas.

   Depois de uma estação bem sucedida, pode-se passar para temas mais difíceis, como o cultivo de plantas em cantos com luz fraca apropriados para as begônias ou para os brincos-de-princesa. Nestes casos, não se deve regar em demasia, de forma a evitar a decomposição  das raízes. Interessante é também o cuidado de plantas vivazes. Quando se trata de um exemplar em barrica esplendoroso, pode dar-se alterar um terraço todos os anos, simplesmente mudando-o de lugar. uma "varanda perfumada" torna-se também bastante cativante. Nestes casos, trata-se de dispor as plantas de acordo com os seus perfumes, completando-se umas às outras. Neste contexto, vale a pena explorar os pelargônios perfumados.

 

 

(Os brincos-de-princesa fazem parte das plantas tradicionais de varanda e terraço. Por isso, adaptam-se bem aos cantos entre a luz média e a luz fraca.)

 


publicado por Mel às 20:56

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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

PLANTAS DE VARANDA E DE TERRAÇO

   Com uma varanda ou terraço, quase todos os sonhos de oásis verde_ ou melhor, colorido_ se tornam realidade, demonstrando a individualidade no mais pequeno espaço. Até há bem poucos anos, a palavra "varanda" estava associada a sardinheiras, mas hoje em dia existe uma enorme variedade de oferta de plantas com que se pode experimentar.

 

 

 

   O espaço limitado da varanda e do terraço constitui simultaneamente uma vantagem e  uma desvantagem, a limitação inevitável da escolha de plantas constitui um desafio anual. Para que o cultivo tenha um caráter harmonioso, há que se planear atempadamente. A primeira reflexão é válida para plantas vivazes. Depois de saídas da sua habitação de inverno, que plantas de barrica disponíveis podem voltar ao ar livre, quando e onde podem ser colocadas, de que espaço precisam, qual a sua tonalidade predominante? Por outro lado, que plantas ornamentais gostam da frescura do verão na varanda? Em volta destas protagonistas, formam-se grupos ao gosto de cada um, levando em consideração a exigência de luz. Os puristas optam por efectuar o seu cultivo com um tom de cores ou com diversas cores de uma única espécie. Todos os anos, há quem crie um novo "amontoado" colorido, aproveitando até o mais pequeno cantinho. Numa varanda como esta, não faltam nem o canto das ervas aromáticas nem a barrica com tomates ou morangos.

   Também causa um efeito  bonito dar tonalidades verdes à varanda de acordo com as características de uma determinada região, como por exemplo, uma característica mediterrânea com buganvílias, gênero citrus e oleandro. Os respectivos móveis da varanda, bem como vasos e outros acessórios típicos dessas  regiões, fazem o resto para criar um ambiente de férias no dia-a-dia.

 

 

(uma varanda pode ostentar um brilho colorido durante quase todo o ano, sendo que, no outono, os crisântemos e os Parthenocissus quinquefolia são capazes de assumir muito facilmente esta tarefa)

 

   Um aspecto importante no planeamento da varanda são as reflexões sobre a ordem segundo fases de floração, pois a pequena obra de arte só é realmente bem sucedida se houver sempre algo  de novo para adimirar desde a primavera até o outono. A harmonia da estação clara é criada, naturalmente pelos primeiros narcisos e jacintos, enquanto que no verão brilham os pelargónios ou as petúnias, sendo que no inverno são as ericáceas e crisântemos que assumem a encenação de cores.

   O período de férias também deve ser bem pensado. A maioria das plantas de varanda requer um cuidado intensivo. A rega diária torna-se um gesto obrigatório, sobretudo no pico do verão, sendo que algumas espécies especialmente com sede, como as petúnias ou as Datura suaveolens, devem ser regadas duas vezes aao dia. Numa ausência mais frequente, recomendam-se sistemas de rega especiais. Tão importante como a rega é afastar cuidadosamente as flores saudáveis das flores murchas, de forma a poder-se gozar de um esplendor floral exuberante e contínuo.

 

 

( se desejar transformar a varanda num oásis estival, pode aproveitar habilmente todas as dimensões. deste modo, as férias terão certamente de ser adiadas para o período frio do ano).

 

  


publicado por Mel às 19:27

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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

PLANTAS NA COZINHA E NO PÁTIO DA ENTRADA

   Hoje em dia, a cozinha não passa de mais um canto da casa aproveitado até o último nicho. Mas se houver uma janela não muito pequena, há que aproveitá-la para criar um local de contemplação do verde. também a área de entrada e as escadas são partes da casa que deixaram de ser tabu para as plantas ornamentais, mesmo se tiverem pouca luz.

 

 

A COZINHA

 

 

 

juntamente com a já referida tendência de cozinhas de pequenas dimensões, assistimos hoje em dia a uma maior ocupação da cozinha como espaço para cozinhar, comer e conviver. E neste espaço de convívio em que se tornou a cozinha, as plantas ornamentais encontram também o seu lugar. Que plantas resistem melhor às mudanças de temperatura quentes provocadas pelos cozinhados e às correntes de ar? Vale a pena experimentar uma cabeleira-de-velha em filigrana, de dimensões pequenas, com suas finas e delicadas folhas suspensas; ela precisa de um lugar com luz média, de muita água e de humidade de ar constante. O papiro, com um grande consumo de água, sente-se muito bem na cozinha, se houver espaço suficiente perto da janela. Também a Epipremnun pinnatun gosta de se alongar de um local elevado, um armário alto ou uma estante; também ela se contenta com um lugar pouco iluminado.

   Naturalmente, a presença do verde das plantas comestíveis torna-se especialmente agradável numa cozinha. É possível colocar propositadamente uma barra perto da janela com um recipiente cheio de ervas aromáticas.

 

PÁTIO DE ENTRADA

(corredores e vão de escadas)

 

 

 

( uma vez que o filodendro é pouco exigente, só não gosta de sol, pode ser colocado numas escadas)

 

   As plantas do corredor e do vão da escada apresentam-se como uma simpática saudação de boas-vindas aos visitantes. Naturalmente, neste ambiente de lusco-fusco. apenas se desenvolvem as plantas que não necessitam de muita luz. Uma vez que as temperaturas nestas áreas são mais baixas do que nos espaços de convívio, o seu número torna-se reduzido.

   É o caso do quase indestrutível clorófito, cujas as elegantes folhas verde-claras são capazes de iluminar o corredor. A Epipremnum pinnatun  é igualmente capaz de suportar a luz fraca e, como planta suspensa, torna-se também muito graciosa.

   A língua-de-sogra austera contenta-se com um lugar de luz média no corredor ou no vão da escada, tal como a aspidistra sem reivindicações, que já nos tempos da avó enfeitava a entrada.

   A arália gosta de passar o verão ao ar livre, num lugar com luz fraca, mas no inverno as suas folhas polidas e brilhantes produzem um efeito muito decorativo no vão da escada fesco ou no corredor. Com exigências bastante mais modestas relativamente à luz, surge a tradescância, com seus ramos pendentes e belas folhas. Se houver um lugar disponível para um cesto pendente ou uma borda elevada, esta planta de crescimento exuberante deverias ser colocada algures no pátio de entrada ou no corredor. O espargo-feto, uma bela aparição para alegrar corredores ou pátios de entrada tristes, espalha prontamente seus rebentos num local com luz média. Todos estes lugares são proprícios para as plantas que gostam de hibernar em locais frescos.

 

 

 

( para um corredor algo espaçoso, a costela-de-adão, de dimensões gigantescas, é exatamente a planta certa, proporciona uma agradável passagem para o andar seguinte.)

 

 

 


publicado por Mel às 22:15

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